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Archive for the ‘Simplemente Juliana’ Category

guerraAs situações passam e com elas a animação do momento. Tem vezes em que tudo o que queremos é que nada daquilo se repita e tudo seja esquecido, mas há ocasiões em que elas voltam. Nada pode ser totalmente perdido no tempo, nada. O passado volta quando menos esperamos.

Essa é a lei da vida, não é mesmo? É por isso que temos memórias e que ela não pode ser totalmente seletiva, certo? Ok, se for assim porque não me fizeram um animal irracional que não tem memória? Bom, por mesmo eles tem, ta ai o elefante* para comprovar a teoria.

Há pessoas que marcam e conseguem me ganhar. Tudo bem, a grande maioria acha (e tem até como comprovar) que eu sou uma chata sem sentimentos. Que sou durona demais, que não choro e que até mesmo nunca na vida senti algo realmente forte por alguém. Essa pessoas estão certas. Essa minha parte é a mais fácil de ver. É também a mais fácil de sentir. Humor ácido, negro, ironias e todos esses blá, blá, blá que dizem ao meu respeito. Mas poucos realmente sabem como eu sou.

Como diria a minha amiga Ciça no seu texto intitulado “ao pé do ouvido”: “.…..Queria muito aprender, mas não dá. Basta a pessoa contar uma história triste que eu digo senta aqui.” . Se chorar então, deu! Choro junto com a pessoa, ponho no colo, abraço e digo: “Vai passar”. Sou boba mesmo, ou como muitos diriam, trouxa. Acredito muito nas pessoas, muitas vezes não vejo que as pessoas querem me iludir e me passar pra trás. Mas esse meu lado ‘bobinha’ reconheço que são poucas pessoas que conhecem. Já não sou mais nenhuma criança. Além do mais, tenho que manter a minha fama de má e calculista.

Mas é por essas e outras que em algumas tardes de domingo entediantes, aquela historia lá do começo do texto volta. Recordo das pessoas que pela minha vida passaram e de alguma forma marcaram. Mas tem uma…. há essa será difícil de esquecer. Até porque, pelo o que vejo, eu estou sendo difícil de ser esquecida, também. Se não fosse um oceano de orgulho…… mas é melhor com ele existindo e nos separando. Não quero mais ser ‘bobinha’.

* em referência ao ditado popular: Memória de elefante.

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a_morte_de_nana_tumulo_021“O mar quando quebra na praia é bonito, é bonito….”

O Interesse dele de se relacionar com ela havia voltado.  A vontade era de mexer com seus sentidos dela de novo. Pouco se importava se era mais uma uma brincadeira para ele. Se divertia jogando com ela, pois sabia que era tão bom quanto ela nesse jogo, se bobear melhor.

Sua vida estava resolvida, estava namorando isso só provava que ele não corria risco de se machucar nessa longa historia que de novo voltava das cinzas. Toda vez era a mesma coisa, um mês, dois, três pouco importava alguém ia procurar contato. E dessa vez cabia a ele dar o braço a torcer, braço esse que ele doava para torção com gosto. E lá estava ele para uma conversa sem vontade, sem perguntas longas, nem papos entusiasmados. Mas pelo menos ele estava mostrando que estava ali, vivo e com vontade de jogo.

“Olhando pras ondas… Dizendo baixinho: Morreu, morreu, morreu….”

Quarta-feira para ela era o pior dia. Odiava ficar em casa sem ter o que fazer e justo nas quartas ficava. O tempo parecia não passar, foi então que ela olhou para o relógio e como em um passe de mágica a janela do msn com o nome dele piscou. Seu coração disparou pensou duas, três, quatro, cinco vezes até clicar nela. Oi, dizia ele depois de mais de três meses sem a procurar.

Com um ar de medo ela respondeu. Os minutos passavam rápido e a janela não piscava de novo: “foi engano” pensou ela. Então após o termino de uma piscada de olhos rápida a janela acendeu de novo. O papo não foi o melhor que tiveram, mas também não foi ruim. Aquela intimidade que os dois tinham havia sumido. À vontade de chamá-lo de ridículo foi forte, mas se conteve. Ela sabia muito bem qual era o jogo dele, queria somente mostrar sinal de vida. Mostra que estava ali e lembrar ela o quanto eles gostavam daquele jogo.

A tarde passou e com ela outras revelações chegaram. A duvida virou realidade, sim ele tinha outra. O tempo então voltou para o seu estado normal, nada mais corria, nada mais pulava. A não ser a raiva de perceber o quanto ele queria mexer com ela. Porém, ele não sabia que havia mexido do jeito errado. Seu tiro havia saído pela culatra, já que para ela ele “morreu, morreu, morreu” como dia àquela música. Aquela quarta-feira com certeza ficara marcada, pois foi no dia em que o fim do jogo ocorreu.

Música:  Dorival Caymmi – O Mar

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Goodbye, my ghost!


Quando estamos com raiva, geralmente não conseguimos evitar e explodimos, porém, quando estamos chateados, nos calamos. Muitas vezes sem nem perceber. E é assim que estou vivendo hoje, calada.

Não que isso seja algo bom, mas sinceramente? Vou falar o que? Pra quem? Porque? A vida é assim, cheia de altos e baixos, um dia você acaba caindo. E quando a queda é rápida, digamos que é melhor.

Estou calada por opção. A raiva ainda esta dentro de mim, porém, mais calma. Não cheguei a sentir dor na hora do ocorrido, mas antes dele nem alegria senti. Parecia que eu sabia, parecia não, eu sabia. Com certeza, há muito tempo, eu já sabia. Acho que nasci sabendo, nasci com isso traçado.

Há certas coisas na vida que não podemos fugir. Já escrevi rancores aqui, como já escrevi coisas lindas. Hoje, escrevo a minha indiferença e silêncio. Um dia isso passa…. e esse dia já está marcado. Somente esse fim de semana me permitirei a calar-me. Segunda-feira uma nova Juliana chegará, e essa sim, será a protagonista da sua própria história. Juliana essa que carregará cabelos novos, atitudes novas, sorrisos novos e a cima de tudo…. sonhos novos.

Prazer, eu sou Juliana Brião e estou começando uma vida nova, agora….

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Carreira

A cada dia que passa me desiludo mais, não somente com a vida, mas também com os objetivos que escolhi. Quando era pequena, achava que medicina era a minha área. Porém, com o passar do tempo descobri que teria que estudar muito para passar. Até porque uma faculdade paga de medicina é quase 15 mil por semestre. Meus pais ainda não são ricos. E passar na pública, seria o sinônimo de anos pagando cursinho e uma dedicação que eu não estava disposta a me doar.

Com então 14 anos no fim da oitava série decidi: vou ser jornalista (prometo que essa seção nostalgia acaba logo). Meu pai nunca me disse nada, mas sempre soube que essa não era seu desejo. Acredito até hoje que ele só queria o meu bem, quando deixava no ar a sua vontade para eu fazer Direito ou Comercio Exterior, “vais ganhar bem nisso, para que passar trabalho?”. Mas algo dizia que não seria feliz, então continuei firme e forte na minha decisão. E assim foi e é. Sei que o meu pai até hoje tenta me convencer que o melhor de tudo é troca de curso, chega a me presentear com calculadoras. Mas sei que nasci para ser jornalista, não há outra área que vá me realizar.

Mas como tudo na vida chega uma hora que caímos na real. Comecei nessa minha dolorosa “tarefa” por assim dizer, no meu primeiro dia de aula. Meu professor acabou por me assustar, dizendo que Jornalismo não dá dinheiro, que passaríamos fome, e que então nunca seriamos reconhecidos pelos esforços. Hoje em partes concordo com ele, sei que não serie rica, sei também que muitos dos meus esforços vão ir por água a baixo, porém, sei também que como ele não há outro lugar. E que estou aqui até hoje porque quero ser uma jornalista, e pouco importa o sucesso, quero ter o meu sucesso interior.

A cada dia que passar dessa semana vou está me despedindo em partes da minha profissão. Não sei se cairá o diploma ou não, mas sei que depois de dois anos na faculdade foi a primeira vez que eu “olhei pro lado” e pensei em outro curso. Depois de anos entendi o que meu pai falava, dinheiro é importante e sonhos não enchem barriga. Acredito que meu curso não será mais um que foi pelo ralo, mas estou me preparando para o pior. Sei que se o diploma cair, vou ser obrigada a trocar de curso, não pelos meus pais, mas sim por mim só. Por mais que saiba que o meu lugar é onde estou. Tenho consciência que se era difícil com diploma, sem será impossível. Não quero salário de fome, quero pelo menos pagar um colégio particular para meus filhos.

Sempre fui uma pessoa muito pé no chão, mas a cada mês/ano que passa estou me sentindo traída pelos meus sentimentos de luta. Vejo que os meus esforços mais bobos, como de tentar ter um mundo mais limpo, ser mais feliz e aceitar as pessoas como são, está complicado. Agora com a minha tão sonhada carreira se ruindo. Vejo que o melhor a fazer é nunca sonhar. Por essas e outras acredito cada vez mais em uma simples frase batida por muito, porém, a verdadeira cara de um brasileiro. “A arte de viver da fé, só não se sabe fé em que!”

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Às vezes me pergunto se conseguiria essa façanha. Sou uma pessoa carente por natureza, tenho medo de escuto e sempre tenho que ta conversando com alguém. Confesso que quando mais nova queria, hoje vejo que enlouqueceria.

Acredito plenamente que não consigo morar sozinha, pelo menos agora. Sou muito ligada aos meus pais, não que eles me tratem como o bebê da família. Sou tratada como uma mulher de 21 anos. Tudo bem, sou mimada sim, porém, isso com certeza não seria problema para não querer morar sozinha. Sei cozinhar, lava a louça, roupa, passar e limpar a casa. E pra mim, pelo menos, não é isso o que realmente importa para decretar se alguém pode ou não morar sozinho. Lógico se alguém quer, pelo menos noção tem que ter, se não vai sofrer muito.

Todos nós podemos morar sozinhos, basta ter uma renda fixa e razoavelmente boa que de pelo menos pra se sustentar, sim porque eu vejo que no momento que tu sai de casa, papai e mamãe não são mais responsáveis por ti e é claro ter um pouco de responsabilidade e é isso, acredito. Mas para mim entraria ai outros quesitos. Não poderia ter animal de estimação, pois trabalharia todo dia e teria faculdade à noite, como vou viver sem um cachorro? Impossível. Não teria com quem conversa toda hora, como vou viver muda? Impossível. Ok, já escutei de um professor que ele por morar sozinho há muito tempo já conversava com a chaleira. Eu não quero perder a noção.

Tudo bem, todo mundo tem seu ponto de vista em relação a isso. Sei que não é o fim do mundo e também sei que algum dia, se preciso terei que optar por esse item, mas se for possível quero fazer isso quanto estiver de mudança para Paris. Aqui em Porto Alegre? Nunquinha, seria só um gasto a mais. Tenho os meus pais e a minha liberdade, não preciso morar sozinha pra isso. Fora que a minha casa com certeza seria uma bagunça. Não consigo colocar o açúcar no açucareiro sem fazer sujeira. Imagina a tristeza. Para aqueles que conseguem morar sozinho e ter uma lata de ervilha no armário, parabéns! Mas os independentes que me desculpem, mas mora com os pais não é sinônimo de dependência e sim de escolha.

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Insônia

Depois de muitos meses sem, voltei a ter. Não que seja o fim do mundo, para quem não trabalha no dia seguinte não é algo aterrorizante. Mas sinceramente? Odeio passa uma noite toda acordada, ainda se fosse fazendo algo realmente produtivo como bebendo, até tudo bem, mas se revirando de um lado para o outro me estressa. Pensei em tudo e vi de tudo, desde na morte da bezerra a filmes repetidos na tevê.

Essa madrugada não foi diferente, vi o Jô, o Otávio Mesquita, depois passei pra Fox…. vi os Simpson após uma hora mais ou menos passei pra Nicklondeon, pensando seriamente em vê algum desenho que me desse sono. E ai veio a minha surpresa, de madrugada o canal infantil passa só seriados dos anos 70, 80. Vi de Alf a Agente 86.

O relógio já marcava três e quinze da manha e o meu sono continuava distante. Peguei então o único livro que não tinha terminado de lê, Non Stop – Crônicas do Cotidiano da Martha Medeiros. Ele já havia funcionado como sonífero outras vezes, dessa vez não iria falha, mas falou!!!!

Passei das três e quinze as quatro e meia lendo o livro, crônicas curtas e um pouco sem emoção, já que o livro fala de muitos ocorridos em 2000, 2001. Bem desatualizado, eu sei. Mas o sono não vinha, li quase todo o livro com a tevê ligada com a Jeannie é um gênio remexendo seu nariz.

Aos poucos com o dia quase clareando o sono veio vindo. Desliguei a televisão, o livro deixei de lado (já não agüentava mais). Quando percebi já era oito horas, havia conseguido dormir, enfim. Não descansei muito, essa semana não fiz muitas coisas, acredito que foi por isso que a insônia bateu em minha porta.

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Ela já tinha chego perto do abismo muitas vezes, mas dessa vez era surpreendentemente diferente. Estava por um triz de cair e não sabia como tinha chego até ali. O que queria era ser feliz, mas sua felicidade estava sendo cara demais. Por mais que diga não, ela tinha certeza que na verdade ele tinha um valor altíssimo alem da consciência que o próprio tinha que ela mais do que ninguém pagaria para tê-lo.

Mas algo realmente mudou em sua cabeça quando se deu conta de onde estava. Não sabia direito como tinha chego lá, foi tudo muito rápido e ela tinha sido enfeitiçada por ele. Não viu nem a metade do caminho, sua obsessão por ele era tanta que mal pode reparar nos detalhes.

Era uma menina, tinha apenas 16 anos e por mais que digam que pessoas nessa idade são imaturas demais ela se destacava. Sabia o que queria, era determinada e sabia o que era certo e errado, mas como ele tudo mudou. Da doce menina que era, virou uma adolescente com um ar de rebeldia sem causa. Sua vida agora passava na frente dos seus olhos e assim então conseguia ver o que havia perdido no caminho. Ora, como foi besta e ingênua, ele só a queria para ser mais uma em sua lista.

Sua revolta começou a gritar, como poderia ter sido cega durante tanto tempo? Um ano e meio não era pouca coisa, ele conseguira engana-la por todo esse ano. Ela se sentia idiota, quantas pessoas haviam lhe avisado: “ele não presta.”, “esquece, ele só quer brincar contigo”. Mas ela só escutava as palavras lúdicas dele: “te amo, não quero o seu mal.”, “esquece o que ela te disse, acredita em mim! Só lhe digo a verdade.” Como um homem poderia ser tão cruel? E como ela, aquela garota que dizia que nunca ia se apaixonar perdidamente pode ser tão boba?

Ela não ia pula, estava claro pra ela que só se machucaria ainda mais. Se distanciou do abismo virou-se para ele e foi embora. Ele não sabia com agir, nunca pensou que a sua marionete ia tomar vida própria, não era possível ele havia feito tudo certo, exatamente como já tinha ocorrido com outras. O que teria acontecido? Tentou alcança-la em vão, ela já tinha retomado a sua vida de antes, tinha voltado à convivência de velhos amigos, já tinha conhecido outro rapaz e esse o oposto dele, tanto fisicamente como sentimentalmente. E tinha certeza que ele por mais que tentasse ser o cara tinha realmente se surpreendido com sua atitude.

Hoje já não há mais rastro daquela menina, poucos traços permanecem em seu rosto. Seu cabelo mudou, sua vida também, seu amigos da época poucos sobraram e o novo rapaz já não existe mais. Ele? Ele continua o mesmo, nada mudou em sua vida, alias algo sim, ele somente trocado de carro.

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