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Archive for April, 2009

inter-100-anosAo olhar para trás vejo uma infância com três cores. Azul, preto e branco, uma infância cheia de mitos e de campeonatos recentes ganhos. Campeonatos esses que nenhum deles vira, mas que enchiam a boca para falar. Geração que só sabia o que acontecera através dos pais e avos. Mas a minha infância, há a minha infância não foi assim. Eu sempre gostei de duas, somente duas cores, vermelho e branco que acabou sendo, então, branca. Pouco movimentada e com poucas esperanças. E cheia de brincadeiras de mau gosto: “hahahaha, macaco que só ganha ruralito”. Foi duro e penoso, mas hoje vejo o quanto valeu à pena.

Não nasci campeã do mudo, mas lutei junto com o meu time para me tornar uma. Se essa geração de três cores nasceu, só tenho a lamentar. Eles não viram e nem sentiram, muito menos rezaram e clamaram a todos os santos por um gol. Nenhum deles chorou e voltou ao passado. Muito menos conseguiram sorrir com lágrimas nos olhos por te ver lá, no primeiro lugar.

Hoje vejo o quanto foi importante aquelas tardes de domingo no Beira-Rio com o meu pai. Chegar lá cedo, escutar a mesma garota que até hoje não sei o nome, perguntando tudo pro seu pai sobre futebol e o melhor, esperar pra te ver entrar em campo. Ahhh se aquelas tardes não tivessem existido, hoje não seria nada. Não poderia dizer que fui e sou uma colorada completa. Foi com elas que eu aprendi a te amar, mesmo sem mereceres o meu amor. Nesse momento posso repetir Luiz Fernando Veríssimo e dizer, se for um sonho, não me acorde.

Chegar aos 100 anos de vida sempre na primeira divisão não é para qualquer clube. É só para um. Aquele que me fez sofre que não me fez nascer campeã do mundo. Exatamente aquele que fez ver Dunga nos salvando da segundona no fizinho do jogo. Ora, o que me importa não ter nascido campeã? Ou ter passado uma infância escutando piadinhas e rezando baixinho? O que me importa mesmo e o presente. Presente que mostra o quanto és forte e o único a ser campeão de tudo. Contigo aprendi que o que não vem com sofrimento não tem valor. Sofri e sofro, mas uma coisa eu tenho certeza, nunca vou lhe abandonar.

Parabéns meu colorado. Que venham mais 100 anos na primeira divisão. Se meu filho não nascer campeão de algum campeonato em Marte, tudo bem. Vou contá-lo a minha história como tua torcedora. E ele verá que sem sofrimento não há Inter. Muito menos esse amor louco, mas puramente verdadeiro.

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futuro2Laços que o tempo desfiou nunca mais se reestruturam. Amizades que começam de um sorriso sincero perduram. Minha vida sempre foi a de altos e baixos, nasci alta e morrerei baixa. Tenho uma série de felicidades nela, histórias longas e saudáveis, mas tenho também histórias sem fim.

Meu vicio sempre foi o mesmo, meu mal também. Não sei ser pela metade ou é completamente ou não é. Sou sincera demais, tenho respostas na ponta da língua. Mas o tempo me apresentou alguém que me deixou sem elas. E eu? Bom eu superei esse fato.

Textos confusos só são escritos em momentos de confusão. Esse é mais um pra minha coleção, de textos e confusão. Semana que vem isso passa, ou não. O que importa é que estou escrevendo o meu destino e pertencendo a ele. Não haverá ninguém capaz de me parar, nem de me acelerar. Estou a 80 km/h e não saiu deles por nada.

Meu fim pode ser na próxima curva, mas antes de chegar nela vou admirando a paisagem e sentindo cada músculo do meu corpo. O impossível está na esquina e eu estou indo buscá-lo, já estou sentindo o cheiro e vendo a cor. Só falta esticar a mão e pegar, mas… ah…. vamos com calma, ainda não sei se ele cheira a canela ou cravo. Enquanto você corre, eu sigo no meu passo, no meu autocontrole incontestável.

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