“…Não havia nada cobrindo os olhos, era visto por ambos, e no profundo sentimento, que teria que esquecer mesmo não querendo.
Impossível voltar a fantasiar por mais que fosse do teu cotidiano, e era assim mesmo como se comportava, já não havia como mudar…”
Simplesmente a calculista esbarrou em algo emotivo e impulsivo. Isso lhe fez pensar mais uma vez na realidade que a assombrava, que a fazia calcular seus passo milimetricamente.
“…não havia nada cobrindo os olhos…”
Eles estavam frente a frente. Não teriam mais como mentir um para o outro. A verdade estava claramente dita, sem esboçar uma vogal. E a vontade não precisava ser comentada, estava nos olhos. Esses, que por fim, estavam abertos mirando uns aos outros. Sem mascaras, sem contratos, sem guias. Eram somente os dois pares de olhos, enfim se enxergando.
“…Impossível voltar a fantasiar…”
As emoções estavam fluindo no corpo de uma pessoa calculista. Quando deu por si, já estava entregue as emoções de uma pessoa impulsiva. O mundo começou a girar como nunca antes visto e sentindo. Era pra isso que ele ia servir? Mas algo os prendia, os amarravam. Nada passava de miradas estrategicamente planejadas foi então que viu que o seu mundo de emoção não existia. Ele era mais jogador que ela, e ela não aceitava perder.
“…E tristemente, admitiu que não foram feitos um para o outro…”
Jú,
adorei!